MEI, ME ou Simples: por onde começar a sua empresa
Cada porte tem limite, custo e obrigações diferentes. Um guia direto para não começar no enquadramento errado.
Presley Márcio Santana
Abrir empresa ficou mais rápido, e isso tem um lado ruim: muita gente escolhe o enquadramento no susto e paga por isso depois. MEI, ME e Simples não são degraus obrigatórios. São opções com regras próprias. Escolher certo no começo evita retrabalho e imposto à toa.
MEI: simples, porém limitado
O MEI cabe para faturamento baixo, um funcionário e atividades permitidas. É barato e descomplicado. O problema aparece quando o negócio cresce ou faz algo fora da lista: aí o MEI vira uma camisa apertada, e a migração feita tarde custa caro.
ME no Simples: o passo natural para a maioria
A maior parte dos pequenos negócios se enquadra como Microempresa no Simples Nacional. Reúne tributos numa guia só e simplifica a vida. Mas atenção: nem todo negócio paga menos no Simples. Depende da atividade e da folha.
Simples não é sinônimo de mais barato. É sinônimo de mais simples. Nem sempre as duas coisas andam juntas.
Na prática: antes de abrir, simule o enquadramento com uma projeção realista de faturamento e de custos. Começar certo é muito mais barato do que corrigir CNAE, porte e regime depois.
A pergunta que resolve
Não comece pela pergunta "qual é mais barato?". Comece por "o que eu vou vender, para quem, e quanto pretendo faturar?". A partir daí, o enquadramento certo quase se escolhe sozinho, e o contador confirma com número.
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